Muitos publicitários partem do princípio que a função da embalagem é chamar a atenção do consumidor ou amarrar a venda. Mas, se formos além e perguntarmos “quem é o consumidor?” e “como eu pretendo fechar a venda?”, revelaremos uma variedade de funções para a embalagem.
Vamos dar uma olhada em apenas três delas. Uma embalagem pode atrair novos clientes ao em vez de apenas reter os atuais consumidores. Uma embalagem pode também ser atualizada para comunicar um novo posicionamento para a marca. E, por fim, uma embalagem pode definir a venda com o consumidor na loja.
Atraindo novos consumidores VS manter os clientes atuais
É preciso determinar qual o consumidor que estamos tentando engajar. São clientes atuais? Novos clientes? Estamos em uma fase de transição de um grupo de consumidores para outro? Estas respostas abrem caminhos para diferentes tipos de estratégias e considerações.
Nos Estados Unidos, dois exemplos distintos ocorreram ao longo dos últimos anos. No recente lançamento de uma linha de produtos feminino da Kotex. Pretas, as embalagens se destacavam e chamavam a atenção das consumidoras em meio a um mar de produtos com embalagens cor pastel, predominantes na concorrência. Para não se afastarem totalmente das características da categoria, pequenas aberturas revelavam que, dentro da embalagem, havia um kit de informações em tom pastel. Uma nova opção na categoria consegue uma comunicação efetiva com os consumidores sendo, ao mesmo tempo, diferenciada da concorrência e relevante.
Em contraste, veja o caso das novas embalagens dos sucos Tropicana, que foram retiradas das prateleiras no começo do ano passado. O design era tão diferente do anterior que não foi facilmente reconhecido pelos consumidores fiéis da narca, aqueles que apenas passam pelas prateleiras, pegam o produto sem levar em conta as outras opções e seguem com as compras. Como resultado, a marca perdeu significante volume de vendas rapidamente. É preciso encontrar o balanço nessa equação entre criar uma atração para novos consumidores e mantê-la familiar aos consumidores fiéis.
Comunicando um novo posicionamento para a marca
Em 2009, a Bath & Body Works repaginou a sua coleção-chefe. Com a atualização, a embalagem ganhou ares mais sofisticados e elegantes – mais Premium. A ação teve o suporte de uma melhora nas fórmulas dos produtos. Nesse caso, a embalagem teve um papel importante em criar condições e melhorar o marketing de ponto de vendas e a visibilidade perante o consumidor. Integrando o design da embalagem, a fórmula do produto e o marketing de PDV, a marca conseguiu comunicar holisticamente o seu novo posicionamento.
De acordo com a empresa, as vendas foram um sucesso e a imagem da companhia também teve uma melhora de percepção junto aos consumidores.
Fechando a venda
É importante entender como o consumidor responderá a simples alegações em contraste à necessidade de se estender à educação nas gôndolas. Veja a Häagen Dazs. A embalagem presta um serviço enorme de revelar uma das chaves do equilíbrio da marca entre o status premium e o fato de ser simplesmente delicioso ao listar cinco ingredientes básicos no rótulo frontal – leite, creme, açúcar, ovos e o sabor específico de cada um. É a entrega de um conceito básico de forma tão efetiva quanto o herói que aparece nos anúncios impressos da marca.
Será que a sua embalagem está alcançando os objetivos que você tem para o seu produto? Em caso de resposta negativa, talvez seja a hora de você dar uma olhada em como os seus produtos estão se comunicando a partir das prateleiras.
Fonte: Artigo escrito por James Black é um consultor de marketing baseado em Nova York e ex-gerente de marca da Procter & Gamble
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Marketing Digital - Especialista dá dicas de técnicas de marketing para divulgar a empresa
A internet leva para dentro da casa das pessoas uma infinidade de oportunidades. Se a casa for trocada pelo escritório, as oportunidades triplicam, pois dentro das empresas, e de forma estratégica, é possível extrair da internet recursos muito eficientes, e baratos, na comunicação com seus clientes e consumidores potenciais.
A questão é que ainda tem gente que acha que internet é só para enviar e receber e-mails, ou para navegar em sites de conteúdo, de relacionamento ou de entretenimento. Mas a internet vai muito além. Para falar de algumas possibilidades que ela traz para as empresas, esteve em estúdio o empresário e especialista em marketing digital, Leonardo Bortoletto.
De acordo com o especialista, uma campanha de marketing digital começa pelo levantamento do público-alvo da empresa, do que ele necessita, do que o emociona na internet. Para as empresas que já possuem um site, Bortoletto ressalta que nem sempre é necessário modificar todo o projeto do site que já está no ar, mas através de algumas modificações estratégicas, por exemplo, no conteúdo, é possível melhorar os resultados do projeto online na internet. “Às vezes, pequenos ajustes fazem toda a diferença”, lembra.
Outra forma de divulgação online que tem sido bastante utilizada é o boletim eletrônico. Mas, de acordo com especialista, essa é uma excelente ferramenta quando bem utilizada, no período certo e com conteúdo adequado ao cliente. “Se você pega uma empresa de turismo e envia um conteúdo pesado, e diariamente, possivelmente o resultado não será ideal, pois o tipo de negócio pede um conteúdo mais leve, mais interessante, e empresa de turismo nem sempre consegue oferecer novidade todo dia, que justifique o envio diário de news”, exemplifica.
Outro item fundamental relacionado ao envio de boletins online, de acordo com Bortoletto, é a criação de um banco de dados. As empresas precisam ter o cuidado de, ao longo da sua existência, catalogar os e-mails de clientes, e saber aproveitar outros meios de captação. “Muitas vezes, também, a empresa tem essas informações guardadas e não sabe o que fazer com elas”, alerta.
Outra fonte interessante, e recente, nas empresas são as mensagens SMS (Short Message Service). É o nome dado ao serviço de mensagens curtas, de até 160 caracteres, para telefones celulares. É um canal de comunicação simples e extremamente ágil para as empresas que precisam encaminhar informações curtas para grupos de pessoas que não estão à frente do computador.
Em entrevistas anteriores, Leonardo Bortoletto falou sobre a importância do Google, o site de busca mais utilizado para pesquisas no mundo, na hora de planejar e desenvolver um projeto da web. “Ele dita as regras do mundo virtual”, lembra o especialista. Nessa edição, Bortoletto reforçou que o buscador trouxe outra mudança. “Isso significa que as empresas que ocupavam o primeiro, segundo e terceiro lugar, por exemplo, nas pesquisas, não necessariamente continuam ocupando na data de hoje, devido a novas orientações”, explica. Segundo ele, não basta apenas criar um site, é preciso torná-lo conhecido. E, seguindo as orientações do Google, o site terá melhores colocações na hora das pesquisas, e ficará mais fácil de ser visualizado e encontrado pelos internautas.
Vale lembrar que o que muda não é a cara do site, ou seja, o layout, mas a forma como o site é programado, desenvolvido. “Um projeto bem elaborado, o Google entende que o site é bom e, por isso, o posiciona melhor”, ressalta. E lembra: “Tudo isso é tão dinâmico, que um bom ranqueamento em site de busca na semana de hoje não garante uma posição na semana que vem”.
A questão é que ainda tem gente que acha que internet é só para enviar e receber e-mails, ou para navegar em sites de conteúdo, de relacionamento ou de entretenimento. Mas a internet vai muito além. Para falar de algumas possibilidades que ela traz para as empresas, esteve em estúdio o empresário e especialista em marketing digital, Leonardo Bortoletto.
De acordo com o especialista, uma campanha de marketing digital começa pelo levantamento do público-alvo da empresa, do que ele necessita, do que o emociona na internet. Para as empresas que já possuem um site, Bortoletto ressalta que nem sempre é necessário modificar todo o projeto do site que já está no ar, mas através de algumas modificações estratégicas, por exemplo, no conteúdo, é possível melhorar os resultados do projeto online na internet. “Às vezes, pequenos ajustes fazem toda a diferença”, lembra.
Outra forma de divulgação online que tem sido bastante utilizada é o boletim eletrônico. Mas, de acordo com especialista, essa é uma excelente ferramenta quando bem utilizada, no período certo e com conteúdo adequado ao cliente. “Se você pega uma empresa de turismo e envia um conteúdo pesado, e diariamente, possivelmente o resultado não será ideal, pois o tipo de negócio pede um conteúdo mais leve, mais interessante, e empresa de turismo nem sempre consegue oferecer novidade todo dia, que justifique o envio diário de news”, exemplifica.
Outro item fundamental relacionado ao envio de boletins online, de acordo com Bortoletto, é a criação de um banco de dados. As empresas precisam ter o cuidado de, ao longo da sua existência, catalogar os e-mails de clientes, e saber aproveitar outros meios de captação. “Muitas vezes, também, a empresa tem essas informações guardadas e não sabe o que fazer com elas”, alerta.
Outra fonte interessante, e recente, nas empresas são as mensagens SMS (Short Message Service). É o nome dado ao serviço de mensagens curtas, de até 160 caracteres, para telefones celulares. É um canal de comunicação simples e extremamente ágil para as empresas que precisam encaminhar informações curtas para grupos de pessoas que não estão à frente do computador.
Em entrevistas anteriores, Leonardo Bortoletto falou sobre a importância do Google, o site de busca mais utilizado para pesquisas no mundo, na hora de planejar e desenvolver um projeto da web. “Ele dita as regras do mundo virtual”, lembra o especialista. Nessa edição, Bortoletto reforçou que o buscador trouxe outra mudança. “Isso significa que as empresas que ocupavam o primeiro, segundo e terceiro lugar, por exemplo, nas pesquisas, não necessariamente continuam ocupando na data de hoje, devido a novas orientações”, explica. Segundo ele, não basta apenas criar um site, é preciso torná-lo conhecido. E, seguindo as orientações do Google, o site terá melhores colocações na hora das pesquisas, e ficará mais fácil de ser visualizado e encontrado pelos internautas.
Vale lembrar que o que muda não é a cara do site, ou seja, o layout, mas a forma como o site é programado, desenvolvido. “Um projeto bem elaborado, o Google entende que o site é bom e, por isso, o posiciona melhor”, ressalta. E lembra: “Tudo isso é tão dinâmico, que um bom ranqueamento em site de busca na semana de hoje não garante uma posição na semana que vem”.
quinta-feira, 24 de março de 2011
O Planejamento de Marketing na Internet
É essencial quando consideramos o ambiente cada vez mais hostil e complexo em que as empresa se encontram. Centenas de fatores externos e internos interagem de um modo desorientadamente complexo afetando a capacidade de venda lucrativa e tirando foco dos objetivos fundamentais para sobrevivência das empresas: máximo de receita, máximo de lucro, máximo de retorno dos investimentos e o mínimo de custos.
Usado para segmentar os mercados, identificar o posicionamento da empresa e seus produtos, prever o tamanho do mercado-alvo, planejar os investimentos e seu retorno, não é atividade que possa ser tratada somente com intuição. O processo envolve rumos da organização, escopo das atividades com o ambiente na qual ela funciona de modo a otimizar oportunidades e minimizar ameaças, compatibilizar as atividades da organização com sua capacidade de recursos e criar indicadores: Desta forma, o Planejamento e Marketing na internet é uma ferramenta desenvolvida para auxiliar o gerenciamento de projetos e o trabalho colaborativo, totalmente desenvolvido em ambiente WEB o que elimina a necessidade de instalação de qualquer software.
Todos os membros da equipe envolvidos no planejamento ou execução do projeto estarão conectados constantemente, compartilhando documentos e registrando o progresso dos projetos e, principalmente, avaliando desvios e custos.
A visão integrada de portfólio fornece um acompanhamento rápido de todos os projetos em andamento, permitindo eventuais desvios possam ser identificados e que ações corretivas sejam adotadas de imediato.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Marketing e e-commerce ajudam a pequena empresa

Há espaço no ambiente online para pequenas empresas especializadas que conseguem atender nichos específicos de mercado e investem em divulgação segmentada.
Por ?Ricardo Martines
A palavra “tendências” sempre gera certa polêmica, pois cada um tem a sua opinião. De qualquer forma, uma tendência nada mais é do que a observação sobre movimentos percebidos que, após análise, proporcionam caminhos prováveis.
Feita essa breve introdução, vou pontuar a seguir algumas dessas possibilidades para as estratégias de marketing no universo digital, bem como para o e-commerce.
Geração de conteúdos
Sem dúvida, a bola da vez tem sido as “redes sociais”, então começarei por elas. A primeira tendência relacionada às mídias sociais (prefiro assim) está voltada para seu uso atrelado à geração de conteúdos, seja por parte dos internautas ou pelas empresas.
Essa linha traz em si uma enorme oportunidade, se bem assimilada pelas empresas, pois permite ampliar relacionamentos via prestação de serviços, ou seja, a criação e disseminação de conteúdos relevantes e direcionados ao seu público-alvo.
Há inúmeras formas de se fazer isso. Um exemplo: uma loja ou um profissional liberal do setor de arquitetura e decoração pode oferecer dicas em seu site ou blog sobre como utilizar melhor os ambientes, sobre jardinagem, combinações de tecidos e uma infinidade de benefícios que poderão ser oferecidos aos seus clientes, ou prospects, que por meio desse novo canal de relacionamento passarão a interagir e futuramente consumir seus produtos ou serviços.
Segmentação
Outra tendência que está diretamente associada à anterior é a expansão das redes sociais super segmentadas e seu uso publicitário ou comercial. Exemplos não faltam, como a rede Migux do iG, voltada para crianças até onze anos. Ou então a famosa Bolsa de Mulher, entre outras voltadas ao público feminino, além de redes direcionadas ao luxo como a Superexclusivo, ou para a moda, como a ByMK, entre inúmeros outros casos. A divulgação em redes segmentadas traz resultados mais efetivos, como o marketing one-to-ne, tão almejado pelos profissionais de marketing.
Experiência e entretenimento
Ainda sobre redes sociais, outra tendência é seu uso atrelando experiência com entretenimento. Como exemplo há o caso do Nike +, que embora não seja novo é muito atual. Nele a Nike se uniu a outra grande marca, a Apple, para proporcionar uma interação diferenciada, levando música, competição, informação… enfim, uma experiência completa.
Adequação ao público novo na web
Uma tendência também relacionada ao perfil de um público que vem obrigando muitas empresas a se adaptarem é a inserção crescente das classes de baixa renda na web, fazendo com que aquelas redes que têm interesse em vender para esse público busquem facilitar o processo, adequar a linguagem, demonstrar segurança em todos os passos da compra.
Enfim, pensem em toda a usabilidade do site de e-commerce para não perder esse cliente durante a compra e fortalecendo assim os laços com eles.
Para as pequenas e médias empresas, o cenário não poderia ser melhor.
O e-commerce se abre como uma grande opção para trazer novos negócios fora do seu atual alcance geográfico. Por isso já temos observado um movimento de descentralização do varejo online, visto que cada vez mais as micro e pequenas empresas têm buscado conhecimento e parcerias para acelerar sua entrada nesse universo.
E por fim, como não poderia deixar de citar, continuaremos a observar a tendência de conversão de diversos meios para os aparatos móveis, os celulares, que geram maior facilidade de acesso e permanência de contato, visto que acompanham o internauta a todos os lugares.
Esse movimento depende obviamente do crescimento da utilização de smartphones, mas hoje já temos um número expressivo de pessoas acessando a web dos seus celulares. Isso se deve à facilidade gerada de conexão bem como a adaptação veloz dos aparelhos. Aliado a isso, sem dúvida estão as ações de localização geográfica, que possibilitam ofertas e promoções segmentadas por região.
70% não usam o ambiente online
Embora poucos microempresários admitam, a falta de conhecimento sobre as ferramentas da web é a principal causa para não utilizás-la na geração de negócios, além da ausência de estrutura em suas empresas.
Segundo pesquisa realizada recentemente com micro e pequenas empresas paulistanas, 70% delas ainda não fazem nenhum tipo de divulgação online dos seus produtos, bem como não fazem compras ou vendas online.
Para aquelas que utilizam o meio digital para fazer negócios, esse canal já representa, em média, 30% do seu faturamento e, em alguns casos, a internet pode levar até 80% do tráfego de clientes para sua loja física.
Esses números demonstram que há ainda um longo caminho a ser percorrido pelos microempresários, mas já é possível observar bons exemplos.
As empresas que saíram na frente e aprenderam a utilizar a divulgação na Web perceberam que isso é algo viável e têm colhido bons frutos. Quem está fazendo sua “lição de casa” já figura nas primeiras páginas do principal site de buscas da internet, dentro da sua categoria de produtos.
Normalmente me questionam se é possível as pequenas empresas competirem de igual para igual com as grandes na internet. Na verdade, com a internet, a pequena empresa pode até se sobressair, pois mesmo com menor investimento, mas desde que implantando as ações corretamente, ela será encontrada por aqueles que estiverem buscando o seu produto e isso é o que mais importa.
Divulgação
No caso da micro e pequena empresa não é recomendável fazer uma divulgação para quem não é o seu público ou não tem interesse no que ela vende. É isso o que ocorre normalmente com a mídia de massa.
Na web é possível executar ações segmentadas e pagar com base em resultados, como ocorre com os links patrocinados, por exemplo. Isso faz com que os custos sejam menores, pois só se paga quando seu anúncio recebe um clique.
Além disso, há ações que podem ser implantadas de forma mais rápida do que no mundo físico, como o envio de mala direta versus uma campanha de e-mail marketing. Esta última pode trazer melhores resultados, com menor investimento do que a primeira opção, desde que feita de forma adequada.
A união de dois fatores como atendimento a nichos específicos de mercado e investimento em divulgação segmentada já faz com que as pequenas empresas possam competir de forma muito interessante na web. Não quer dizer necessariamente que elas “roubarão” mercado das grandes redes, mas sim que hoje elas podem figurar entre as opções de compra do consumidor.
Um exemplo disso é o caso de alguém que busca acessórios para instalar uma TV de plasma em sua casa. Numa pesquisa na web, com certeza, serão encontradas opções de lojas diferentes das marcas já conhecidas. Muito provavelmente o consumidor vai se deparar com quem é especializado no assunto. O mesmo pode ocorrer quando se busca por fabricantes de móveis infanto-juvenis em determinada cidade do sul do país.
Isso demonstra que produtos ou locais mais específicos podem ser atendidos por determinadas empresas especializadas, ou regionais, e não unicamente pelas grandes redes. E é aí que está o “pulo do gato”.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
O Efeito Google
O próximo grande negócio é o banner e vai mexer com o nosso mercado.
Por Ricardo Martines
Quando falamos sobre Google os números são sempre superlativos, revolucionários e inquestionáveis: propriedade mais visitada do mundo, maior site de buscas do mundo, dono do segundo maior site de buscas e maior site de vídeos do mundo (YouTube), dono da maior rede social do Brasil, revolucionou a publicidade com seus programas AdWords e Adsense, desafiou o mercado publicitário mundial ao não pagar comissão às agências, oferece a maioria de seus produtos gratuitamente e por aí vai.
O poder do Google no mercado publicitário realmente é muito grande, talvez somente comparável ao das grandes emissoras de TV abertas norte-americanas (The Big 5) anos atrás.
Ouso dizer que o Google é mais poderoso até mesmo que a poderosa Organizações Globo, afinal, quem teria coragem de desafiar o modelo imposto ao mercado publicitário brasileiro há mais de 40 anos de comissão e BV, criado nos corredores das emissoras de TV e veículos de mídia impressa, tendo a Globo como seu maior, mais influente e ferrenho defensor?
Porém, o foco aqui não é discutir esse modelo, mas sim avaliar o quanto o Google é importante para o mercado publicitário brasileiro, em especial o interativo, claro.
Ao aportar em nosso país no segundo semestre de 2005 o Google criou sozinho uma nova indústria e um novo modelo de agências: o SearchEngine Marketing e as agências especializadas em links patrocinados e otimização de sites ( SEO). Que outro site ou empresa conseguiu essa proeza?
E ao recusar-se a seguir o modelo vigente de BV e comissão, desafiou o mercado a sair do seu marasmo para buscar soluções mais criativas e a comprometer-se com os resultados dos seus clientes, o que a meu ver foi extremamente positivo, pois abriu oportunidade para o nascimento de diversas empresas, muitas delas hoje sendo cobiçadas por grupos internacionais. Enfim, podemos dizer que o Google fez surgir o mercado de performance no Brasil, graças ao Adwords.
Além disso, o Adwords foi responsável por uma Inclusão Publicitária, ao injetar dinheiro novo no mercado publicitário ao permitir que uma infinidade de pequenas e médias empresas pudessem gerenciar sozinhas suas campanhas, com “verbas” mínimas.
O sucesso foi tão grande que o Projeto Intermeios teve que criar uma nova categoria para incluir esses investimentos. O único lado negativo é que o Google recusa-se a colaborar e incluir seus números no Intermeios, o que como eu não canso de dizer, iria provar que o mercado de publicidade online já é o quarto maior meio do Brasil, atrás apenas de TV aberta, jornais e revistas.
Se a Microsoft virou sinônimo de instant messaging com o MSN (Live) Messenger, o Google “inventou” as redes sociais no Brasil com o Orkut, fenômeno que dispensa apresentações e lidera folgado o mercado em número de usários. Mesmos os mais vanguardistas e “trend-setters” que só falam em Twitter, Facebook, Formspring, Foursquare e hoje torcem o nariz para o Orkut, tiveram (muitos ainda tem) seu perfil na rede mais popular. Foi ali que deram seus primeiros passos em Social Media.
Inclusive, na minha opinião, o Orkut tem um dos formatos publicitários mais eficientes do mercado, que é um “banner” gigante que domina a tela do usuário quando ele sai do Orkut. Não tem como não ver e é muito menos intrusivo do que os famigerados pop-unders, aquelas janelas medonhas que abrem por trás de seu navegador, como um pop-up, sem você perceber.
Agora o Google prepara uma nova revolução, que com certeza vai mexer com nosso mercado mais uma vez. Não, não estou falando de mobile marketing, onde o Google fez um ousado investimento ao comprar a AdMob, rede especializada em comercialização de espaços publicitários em celulares e aplicativos.
Estou falando de algo mais prosaico e que pode surpreender muita gente: nas palavras de seu CEO Eric Schmidt, reproduzidas recentemente no Meio&Mensagem, “Nosso próximo grande negócio é banner. O que precisamos ver é o quão bem sucedido o Google pode ser nisso” .
Uau! E pensar que os especialistas vem matando o banner há pelo menos 10 anos…
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
EcoFluxx - O mais novo jogo ecológico do Brasil: EM BREVE, LANÇAMENTO NACIONAL DO ECOFLUXX!!!!
EcoFluxx - O mais novo jogo ecológico do Brasil: EM BREVE, LANÇAMENTO NACIONAL DO ECOFLUXX!!!!: "Nossa equipe esta a todo vapor. Estamos na fase final do lançamento do EcoFluxx! O premiado jogo americano Fluxx finalmente chega ao Brasil..."
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Midias Sociais - entenda como funciona.
Quando seu cliente perguntar sobre redes e capital social, Twitter e Facebook, diga a ele que é possível crescer com conteúdo interessante, talento e constância.
Por Daniela Machado
Com o advento da internet surgiram diversas ferramentas de comunicação mediadas pelo computador que possibilitam a troca de informações entre as pessoas.
As redes sociais são o maior exemplo dessa interação. O sucesso do Orkut, Twitter, Facebook, Flickr, MySpace, Fotolog, Linkdln, Sonico, além dos blogs, se deve não apenas porque facilitam o contato entre as pessoas com assuntos de interesse em comum ou as relações pessoais, mas também devido as constantes mutações que sofrem.
Quanto mais interações são feitas nessas redes, mais elas se transformam e melhoram para atender de forma satisfatória seus usuários, o que acaba gerando popularidade e atraindo anunciantes.
As redes sociais
O estudo da sociedade através do conceito de redes começou no início do século passado, quando os cientistas começaram a preocupar-se em compreender a interação entre as partes de um fenômeno, e não mais dissecar as partes isoladamente para entender o todo.
Enquanto o uso da metáfora rede foi utilizada pela primeira vez em 1736 e se referia ao estudo das Pontes de Königsberg, feito pelo matemático Leonard Euler, apenas no final da década de 90 o estudo da rede teve a devida atenção sob o aspecto social.
Uma rede social é composta pelos atores (pessoas, empresas, grupos) que são os nós, e por suas conexões, que são os laços e as interações que estabelecem entre si.
Um nó pode ter uma ou várias conexões, dependendo da sua popularidade na rede. Deste modo, quanto mais pessoas seguem um perfil no Twitter, por exemplo, mais conexões ele faz na rede e maior é a sua popularidade. Essa popularidade cria confiança nestes espaços e gera chamado capital social da pessoa.
O capital social
Mano Menezes, atual técnico do Corinthians, possui mais de um milhão de seguidores no Twitter. Ele, por sua vez, não segue ninguém, mas o seu capital social elevado o torna um nó central na rede, visto que, quanto mais ao centro um nó fica, mais popular ele é. O diferencial dos perfis mais seguidos no Twitter está na credibilidade que alcançaram através do conteúdo de valor que produzem e disseminam.
O Facebook possui um aplicativo que mostra de forma muito clara as conexões do seu perfil na ferramenta e a dimensão do seu capital social. No TouchGraph, além de visualizar os grupos e as pessoas com os quais se está vinculado, ao passar o mouse sobre a foto de um amigo, é possível ver com quais pessoas da sua rede ele está conectado.
Nos blogs também podemos encontrar uma grande rede de pessoas com capital social elevados. As blogueiras de moda, por exemplo, mencionam na sua página outras blogueiras que produzem conteúdo sobre o assunto e assim formam laços e vão ganhando visibilidade nas redes sociais.
Criar laços
Qualquer pessoa pode aumentar o seu capital social mas, para isso, precisa criar laços com outros atores sociais que possuem interesses em comum. Além, é claro, de produzir conteúdo relevante que trate de novidades e inovações da área temática.
Todas as redes sociais possuem objetivos próprios, seja para manter algum tipo de relacionamento entre as pessoas, seja para se destacar. Independente de suas especificidades, em todos os sites de relacionamento deve-se criar um perfil para conseguir interagir com os outros usuários através da troca de mensagens e ganhar popularidade. Ao entrar em qualquer rede social o usuário ganhará exposição pública e isso é essencial para que ele seja conhecido.
Para aqueles que possuem um blog, avaliem o uso de sites como Blog Blogs e Technorati, que cadastram e divulgam blogs e mostram o que está sendo produzido sobre o assunto por outras pessoas.
No Orkut existem diversas comunidades que tratam de temas específicos e são espaços de divulgação de suas ideias.
Já no Twitter, basta seguir aquelas pessoas que possuem expertise na área do seu interesse e começar a dar a sua opinião sobre os temas debatidos. Tudo é uma questão de estar acompanhando as novidades e ficar atento às oportunidades geradas na Internet.
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